Vejo a foto clandestina
com meus olhos cansados.
Retratos tão lindos.
Fragmentos de uma vida
desenhando seu sorriso,
ofuscando a tristeza que vaza
pelas mãos caídas no papel.
Tão minhas, tão finas,
desejosas de histórias reais,
vivas, mas um vivo intenso
que chega a ter cor:
cor de risada, cor de lágrimas
cor de você, dos seus olhos
e os meus ao te ver tão... Tão,
cor de mato descansado.
Karla Dornelas

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